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Por toda a Europa mediterrânica e Ásia, existem cerca de 30 raças reconhecidas de cães de gado. Esta diversidade resulta de uma seleção baseada, não só na capacidade de adaptação dos animais às características de cada região, mas também nas preferências estéticas regionais.

Em Portugal estão reconhecidas 4 raças pelo Clube Português de Canicultura:

  • Cão de Castro Laboreiro;
  • Cão da Serra da Estrela, nas variadades de pelo curto e de pelo comprido; 
  • Rafeiro do Alentejo;
  • Cão de Gado Transmontano.

Cão de Castro Laboreiro

O Cão de Castro Laboreiro tem o seu solar na região de Castro Laboreiro, donde recebeu o nome, entre as serras da Peneda e do Soajo. É uma raça considerada rara, sendo relativamente pouco conhecida. Na sua região de origem é cada vez menos utilizada, em virtude da diminuição dos rebanhos, apesar de continuar a proteger as manadas de gado bovino. É um cão ativo que está sempre alerta e em virtude do seu menor porte demonstra uma grande agilidade.

Bobi | Ribeira de Pena | DN: 2009 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Bobi | Ribeira de Pena | DN: 2009 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Tigre | Cabeceiras de Basto | DN: 2009
Tigre | Cabeceiras de Basto | DN: 2009
Fusca | Vila Real | DN: 2008
Fusca | Vila Real | DN: 2008
Pastor | Cabeceiras de Basto | DN: 2006 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Pastor | Cabeceiras de Basto | DN: 2006 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Pitucha | Boticas | DN: 2006
Pitucha | Boticas | DN: 2006
Nero | Ribeira de Pena | DN: 2004
Nero | Ribeira de Pena | DN: 2004
Doninha | Mondim de Basto | DN: 2003 | Autor: Raquel Simões/Grupo Lobo
Doninha | Mondim de Basto | DN: 2003 | Autor: Raquel Simões/Grupo Lobo
Tronco | Ribeira de Pena | DN: 2003
Tronco | Ribeira de Pena | DN: 2003

Aspeto geral

Cão de perfil tendendo para rectilíneo, lupóide, tipo amastinado.

Cabeça

Comprida e aproximando-se do tipo rectilíneo.

Chanfradura nasal (Stop)

Pouco acentuada, a maior distância do vértice do crânio do que da ponta do focinho.

Região crânio-frontal

Regularmente desenvolvida e ligeiramente saliente, sulco frontal quase nulo; perfil aproximando-se do rectilíneo.

Crista occipital

Pouco pronunciada.

Orelhas

Regulares (12 cm de comprimento por 12 cm de largura), pouco espessas e de forma aproximadamente triangular, mas arredondadas na ponta; pendentes, de inserção um pouco acima da média, caindo naturalmente, e paralelamente, de um e outro lado da cabeça, como que placadas.

Cauda

Inteira, de inserção mais alta do que a média; desce até ao curvilhão quando o animal está sossegado; quando excitado a cauda ultrapassa a linha do dorso, em forma de alfange.

Pelagem

Predomina o pelo curto (5 cm aproximadamente); é vulgar o lobeiro nas suas tonalidades, claro, comum e escuro, vendo-se mais esta última, sendo rara a “cor do monte”.

Altura ao garrote

De 55 a 60 cm para os machos e de 52 a 57 cm para as fêmeas.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão n.º 170 da F.C.I.

A F.C.I. ‑ Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Cão da Serra da Estrela

O Cão da Serra da Estrela é originário da Serra da Estrela, onde protegia os rebanhos de ovinos, que acompanhava durante a transumância. Devido à grande popularidade da variedade de pelo comprido, é a raça portuguesa com maior número de animais registados. Existe uma outra variedade de pelo curto, mais rara e menos conhecida. Devido à grande diminuição do número de rebanhos na sua região de origem, é atualmente mais utilizado na guarda de quintas e habitações. Também foi utilizado como animal de tração.

Fia | Vale de Cambra | DN: 2011
Fia | Vale de Cambra | DN: 2011
Chita | Meda | DN: 2010
Chita | Meda | DN: 2010
Tróia | Sernancelhe | DN: 2010 | Autor: Raquel Simões/Grupo Lobo
Tróia | Sernancelhe | DN: 2010 | Autor: Raquel Simões/Grupo Lobo
Farrusca | Pinhel | DN: 2009 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Farrusca | Pinhel | DN: 2009 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Farrusca | Meda | DN: 2009 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Farrusca | Meda | DN: 2009 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Rex | Meda | DN: 2009
Rex | Meda | DN: 2009
Turco | Sernancelhe | DN: 2007
Turco | Sernancelhe | DN: 2007
Estrela | Castro Daire | DN: 2006
Estrela | Castro Daire | DN: 2006
Farrusco | Pinhel | DN: 2006 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Farrusco | Pinhel | DN: 2006 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Mondego | Castro Daire | DN: 2006
Mondego | Castro Daire | DN: 2006
Piloto | Penamacor | DN: 2005
Piloto | Penamacor | DN: 2005
Stalone | Moimenta da Beira | DN: 2003 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira
Stalone | Moimenta da Beira | DN: 2003 | Autor: Joaquim Pedro Ferreira

Aspeto geral

Cão de perfil convexilíneo, molossóide, tipo mastim.

Cabeça

Forte, volumosa, de maxilas bem desenvolvidas; alongada e ligeiramente convexa; proporcionada ao corpo, bem como o crânio em relação à face.

Chanfradura nasal (Stop)

Pouco pronunciada e a uma distância igual da ponta do focinho e do vértice do crânio.

Região crânio-frontal

Bem desenvolvida, arredondada e de perfil convexo.

Crista occipital

Apagada.

Orelhas

Pequenas, em relação ao conjunto (11 cm de comprimento por 10 cm de largura); delgadas, triangulares, arredondadas na ponta; pendentes; de média inserção; inclinadas para trás; caindo lateralmente, encostadas à cabeça e deixando ver, na base, um pouco da face interna.

Cauda

Inteira e grossa, de inserção média; porte baixo da horizontal, chega à ponta do curvilhão, quando o animal está tranquilo; em cimitarra, forma gancho na ponta; excitado o animal e em movimento, a cauda ultrapassa a horizontal, encurvando-se sobre o dorso; franjada nos cães de pêlo comprido.

Pelagem

Existem duas variedades, a de pelo curto e a de pelo comprido, sendo atualmente mais frequente a última; só são admitidas as pelagens fulva, lobeira e amarela, unicolores ou com malhas brancas na parte inferior do focinho, do pescoço e peito, no peitoral, nas mãos e nos pés.

Altura ao garrote

De 68 a 75 cm para os machos e de 62 a 68 cm para as fêmeas.

Peso

Machos 45 a 60 Kg e fêmeas 35 a 45 Kg.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão n.º 173 da F.C.I.

A F.C.I. ‑ Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Rafeiro do Alentejo

O Rafeiro do Alentejo tem o seu solar nas vastas planícies Alentejanas. Tradicionalmente acompanhava e protegia os rebanhos de ovinos nas longas rotas da transumância. Com o fim da transumância e o desaparecimento do lobo na região, começaram a ser cada vez mais utilizados na guarda das grandes herdades e quintas. É um cão corpulento também utilizado em matilhas de caça grossa.

Aspeto geral

Cão corpulento de perfil convexilíneo, molossóide, tipo mastim.

Cabeça

Lembra a cabeça de um urso; mais larga na extremidade do crânio, menos larga e abaulada na base; proporcionada à corpulência.

Chanfradura nasal (Stop)

Esbatida; os eixos longitudinais superiores crânio-faciais são divergentes.

Região crânio-frontal

Bem desenvolvida, arredondada e de perfil convexo.

Crista occipital

Apagada.

Orelhas

Pequenas a médias; triangulares; pendentes para o lado; de média inserção; dobradas na ponta.

Cauda

Inteira e grossa, de inserção média; encurvada, voltada na ponta, mas não quebrada; quando em repouso cai abaixo dos curvilhões; quando em ação pode enrolar acima do dorso.

Pelagem

Pelo curto ou meio comprido; são admitidas as pelagens preta, lobeira, fulva e amarela, unicolores ou com malhas brancas ou branca malhada daquelas cores.

Altura ao garrote

De 66 a 74 cm para os machos e de 64 a 70 cm para as fêmeas.

Peso

Machos 40 a 50 Kg e fêmeas 35 a 45 Kg.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão n.º 96 da F.C.I.

A F.C.I. ‑ Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Cão de Gado Transmontano

O Cão de Gado Transmontano é originário do Nordeste Transmontano, uma região planáltica, cortada por vales e serras. Ainda é muito utilizado para a proteção do gado, principalmente o ovino. É uma raça muito recente, os primeiros registos foram feitos em 2004 e o estalão reconhecido definitivamente em 2012. É a maior raça canina nacional.

Ali | Mogadouro | DN: 2015
Ali | Mogadouro | DN: 2015
Lili | Mogadouro | DN: 2015
Lili | Mogadouro | DN: 2015
Max | Alfândega da Fé | DN: 2014
Max | Alfândega da Fé | DN: 2014
Leão | Alfândega da Fé | DN: 2014
Leão | Alfândega da Fé | DN: 2014
Boneca | Alfândega da Fé | DN: 2014
Boneca | Alfândega da Fé | DN: 2014
Leão | Alfândega da Fé | DN: 2014
Leão | Alfândega da Fé | DN: 2014
Zangado | Torre de Moncorvo | DN: 2013
Zangado | Torre de Moncorvo | DN: 2013

Aspeto geral

Cão molossóide de grande tamanho, forte e rústico que se evidencia pelo seu aspeto imponente, porte altivo e olhar sereno. Tem o perfil lateral quadrado, com membros altos, de ossatura forte, naturalmente direitos e bem aprumados, ventre ligeiramente arregaçado e angulações posteriores moderadas.

Cabeça

Grande e maciça, mas não demasiado volumosa em proporção ao tamanho do corpo, tem perfil convexilíneo com eixos craniofaciais paralelos tolerando-se os ligeiramente divergentes.

Crânio

Moderadamente largo e pouco abaulado nos eixos. Arcadas supraciliares aparentes.

Stop

Depressão nasofrontal moderada.

Orelhas

São de tamanho médio, bastante carnudas, ligeiramente mais compridas do que largas, triangulares, com a ponta em bico arredondado e de inserção média-alta (acima da linha dos olhos). Têm mobilidade de porte, sendo o mais comum o pendente, podendo repuxar ligeiramente e preguear na vertical. Quando em atenção, levantam e dobram para a frente.

Cauda

Inteira e grossa, bem coberta de pelo, de inserção e tamanho médios, não ultrapassa o jarrete. Tomba em sabre, mas podendo apresentar curva na extremidade, em movimento o porte da cauda é alto, em foice, podendo mesmo enrolar na sua extremidade.

Pelagem

Pelo grosso de comprimento médio, liso e muito denso; as pelagens mais comuns são as brancas malhadas de preto, de amarelo, de fulvo ou lobeiro. As pelagens unicolores são fulvas, amarelas ou lobeiras podendo ser também raiadas.

Altura ao garrote

De 75 a 85 cm para os machos e de 68 a 78 cm para as fêmeas.

Peso

Machos 60 a 75 Kg e fêmeas 50 a 60 Kg.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão n.º 368 da F.C.I.

A F.C.I. ‑ Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Raças estrangeiras

Existem diferentes raças de cães de gado em vários países Mediterrânicos e da Ásia, entre as quais podemos destacar algumas.

  • Espanha
    Mastim Espanhol (Mastín Español)
    Mastim dos Pirinéus (Mastín de los Pirineos)
     
  • França
    Cão de Montanha dos Pirinéus (Chien de Montagne des Pirénées)
     
  • Itália
    Cão de Pastor Maremmano‑ Abruzzese (Cane da Pastore Maremmano‑Abruzzese)
     
  • Eslovénia
    Cão de Pastor de Kraski (Kraski Ovcar)
     
  • Hungria
    Komondor
    Kuvasz
     
  • Eslováquia
    Slovensky Cuvac
     
  • Polónia
    Cão de Pastor Polaco Tatra (Polski Owczarek Podhalanski)
     
  • Macedónia, Sérvia e Montenegro
    Cão de Pastor Jugoslavo (Sarplaninac)
     
  • Rússia
    Cão de Pastor da Ásia Central (Sredneasiatskaïa Ovtcharka)
    Cão de Pastor do Cáucaso (Kavkazskaïa Ovtcharka)
    Cão de Pastor da Rússia Meridional (Ioujnorousskaïa Ovtcharka)
     
  • Turquia
    Cão de Pastor da Anatólia (Coban Köpegi)
    Akbash (raça não reconhecida pela FCI)
     
  • Tibete
    Mastim do Tibete (Do‑Khyi)
     
  • Marrocos
    Cão Pastor do Atlas (Aidi)