Como ajudar

O Grupo Lobo é uma associação não‑governamental de ambiente (ONGA), independente e sem fins lucrativos, fundado a 18 de setembro de 1985 e reconhecido com o estatuto de Utilidade Pública. 

No âmbito do Programa Signatus, o Grupo Lobo iniciou uma estratégia cujas áreas de atuação visam a informação da opinião pública, o apoio a estudos científicos e a promoção de medidas práticas de conservação.

Esta Associação integra:

  • APZA ‑ Associação Portuguesa de Zoos e Aquários;
  • CCCL ‑ Clube do Cão de Castro Laboreiro;
  • LPDA ‑ Liga Portuguesa dos Direitos do Animal;
  • WSPA ‑ World Society for the Protection of Animals;
  • É Confrade de Honra da Confraria Cão da Serra da Estrela.

Missão & Valores

O Grupo Lobo tem como missão trabalhar em prol da conservação do lobo e do seu ecossistema em Portugal e fomentar o interesse pelo lobo e pelas ciências que lhe respeitam através da informação da opinião pública. 
É também propósito desta Associação desenvolver esforços para estabelecer as condições legais, ecológicas e socioeconómicas indispensáveis a uma conservação efetiva da população lupina nacional.

Programa Signatus

A conservação de uma espécie implica o conhecimento dos fatores que a influenciam, e o pôr em prática medidas que atenuem ou eliminem esses fatores que ameaçam a viabilidade das suas populações, de forma a que o perigo de extinção da espécie seja consideravelmente reduzido.

Projecto Signatus

Os mamíferos de grande porte e, em especial, a maioria dos grandes predadores, levantam sérias dificuldades no seu estudo e na elaboração de estratégias para a sua conservação. Isto deve‑se não só aos conflitos de interesses em relação ao Homem, mas também à dificuldade em conhecer alguns parâmetros da sua biologia. Entre estes são de destacar o conhecimento das características das populações, como a sua variabilidade genética, densidade, a razão entre sexos, a distribuição dos grupos etários, as taxas de natalidade e mortalidade ou a utilização do espaço e do tempo.

Para elaborar planos de conservação eficazes, há que obter informação que permita um melhor conhecimento, entre outros, sobre os parâmetros atrás referidos. Para tal, foi elaborado em 1987 o Programa Signatus, que traduz uma abordagem multidisciplinar estabelecida para contribuir para um plano de conservação do lobo em Portugal.

Os objetivos deste Programa são:

Investigação Aplicada

Investigação Aplicada

Promover e realizar projetos e estudos técnico‑científicos, nomeadamente no âmbito da biologia e antropologia, conducentes a um melhor conhecimento do lobo e das interações Homem‑lobo.

Educação e Sensibilização Ambiental

Divulgar informação correta acerca deste predador tão incompreendido e perseguido, nomeadamente através de ações realizadas no Centro de Recuperação do Lobo‑ibérico.

Educação e Sensibilização Ambiental
Promoção de Medidas Práticas de Conservação

Promoção de Medidas Práticas de Conservação

Contribuir para uma verdadeira política de conservação, não só deste canídeo mas também do Património Natural Português em geral, como é exemplo o Programa Cão de Gado.

História

A origem do Grupo Lobo resultou da necessidade de aprofundar o estudo e divulgar informação correta sobre o lobo, um predador desconhecido para a maioria das pessoas, e que sempre esteve associado a algo demoníaco. Criado em 1985 por um conjunto de pessoas preocupadas com esta questão e também com a situação da população lupina em Portugal, destacam‑se Francisco Petrucci‑Fonseca e Robert Lyle, como impulsionadores desta iniciativa. Outros membros da sociedade civil e da academia, nacionais e estrangeiros, foram‑se juntando ao Grupo Lobo e a sua atuação foi crescendo e gerando impacto a nível nacional e internacional. Exemplo disso são as várias distinções atribuídas, as colaborações realizadas e as que desenvolve no presente.

O Grupo Lobo colaborou na elaboração da Lei de Protecção ao Lobo‑ibérico, Lei n.º 90/88 de 13 de agosto, que lhe confere o estatuto de espécie estritamente protegida em Portugal, e colaborou na revisão do Decreto‑Lei n.º 139/90, de 27 de abril, agora revogado pelo Decreto‑Lei n.º 54/2016, de 25 de agosto de 2016. Adicionalmente tem colaborado nos processos de elaboração e revisão dos Livros Vermelhos dos Vertebrados de Portugal, cuja última revisão foi efetuada em 2005 e onde o lobo se encontra classificado como EM PERIGO. Mais recentemente, participou na elaboração do Plano de Ação de Conservação do Lobo‑ibérico (PACLobo), promovido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O Grupo Lobo é também uma das organizações não‑governamentais de ambiente fundadoras do Programa Antídoto – Portugal, uma plataforma contra o uso ilegal de venenos, constituída por várias entidades públicas e privadas, em 2004.

Venha visitar-nos!

Conheça as condições de visita ao Centro de Recuperação do Lobo-ibérico.

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