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O Lobo‑ibérico, a subespécie que habita a Península Ibérica, tem a designação científica de Canis lupus signatus e foi descrito em 1907 pelo zoólogo espanhol Angel Cabrera. Distingue‑se do lobo que habita a restante área europeia essencialmente por ser mais pequeno e pela coloração da sua pelagem, que é mais amarelo‑acastanhada. Para além disto, possui cores mais fortes e um padrão de coloração das faces e focinho diferente.

Classificação

  • Nome comum: Lobo‑ibérico.
  • Nome científico: Canis lupus signatus.
  • Classificação: mamífero carnívoro, da família dos canídeos.
Canis lupus signatus Autor: Artur V. Oliveira
Morfologia

Morfologia

  • Altura ao garrote: entre 60 a 70 cm.
  • Comprimento total: entre 140 e 180 cm.
  • Peso: macho – 30‑40 kg | fêmea – 25‑35 kg.
  • Características morfológicas: cabeça volumosa de aspeto maciço; orelhas rígidas, triangulares e curtas; olhos frontalizados, oblíquos e cor de topázio; membros fortes e robustos. Não têm quinto dedo nas patas traseiras.
  • Pelagem: varia do quase esbranquiçado na zona ventral, ao castanho no tronco, passando pelo castanho arruivado no focinho e cinzento/branco sujo na garganta, até às faces. No dorso tem uma lista negra que vai do garrote à cauda. A coloração dos membros varia entre o castanho, o bege e o ocre, exibindo longitudinalmente, na região dos membros anteriores, listas negras muito bem definidas. A pelagem varia sazonalmente, apresentando‑se mais comprida, densa e cinzenta no inverno, e curta, escassa e acastanhada no verão.

Bioecologia

Organização social
Autor: Josu Daken

Organização social

Alcateia: unidade social básica, formada pelo casal dominante e seus descendentes, com uma hierarquia bem definida.

Número de indivíduos: varia entre 2 e 10, conforme a altura do ano. Este número depende do espaço disponível, presas e número de lobos da população. O número é mínimo no inverno, antes da época de reprodução, em consequência da dispersão ou mortalidade dos juvenis de ninhadas anteriores; o número atinge o máximo no final do verão, início do outono, incluindo as crias nascidas nesse ano.

Reprodução

Época de reprodução: uma vez por ano (março – abril), nascendo as crias em maio – junho.

Período reprodutor das fêmeas: 5–7 dias. Gestação: cerca de 2 meses.

Número médio de crias por ninhada: 5, com um mínimo de 1 e um máximo de 11 crias.

Maturidade: entre o ano e meio e os dois anos, altura em que podem abandonar a alcateia à procura de um novo território e de um parceiro.

Reprodução
Autora: Sara Loureiro
Alimentação

Alimentação

Necessidade energética diária: cerca de 3‑5 kg, no entanto pode passar vários dias sem comer.

Dieta: predador generalista, consumindo de pequenos roedores a mamíferos de grande porte.

Presas preferenciais: ungulados silvestres, como o corço, o veado e o javali. Contudo, devido à destruição do habitat e à escassez das suas presas silvestres, é forçado a alimentar‑se de ungulados domésticos. Pode ainda alimentar‑se de cadáveres de outros animais (necrofagia).

Estatuto de Conservação

  • Península Ibérica: Quase Ameaçado (NT)
  • Portugal: Em Perigo (EN)

Proteção Legal

Internacional

  • Convenção de Berna: espécie estritamente protegida.
  • Diretiva Habitats: espécie prioritária.
  • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Silvestres Ameaçadas de Extinção: espécie potencialmente ameaçada.

Nacional

  • Lei de Protecção do Lobo‑ibérico (Lei n.º 90/88 de 13 de agosto e Decreto‑Lei 54/2016 de 2 de agosto): espécie estritamente protegida em Portugal.
Lobo
Autor: Artur V. Oliveira
Lobo no CRLI
Autor: Miguel Mendes